Pode-se dizer que acordei para uma nova vida. Uma vida após a morte. Não digo a respeito de religião, ou nada do tipo. Mas o fato é que assim que abri os meus olhos me deparei com algo inesperado e assustador: havia me transformei em uma vampira. Uma criatura da noite presente em muitas lendas ao redor do mundo, conhecida por se alimentar de sangue humano. A parte que muitos ou pelo menos a grande maioria desconhece sobre a “minha espécie”, são as vantagens que possuímos. Visão, Olfato, Audição, Força, Velocidade, Capacidade de raciocínio lógico, todas essas capacidades elevadas a níveis inacreditáveis e inimagináveis para pessoas normais. Uma perfeita máquina de matar, sedenta por sangue e sem escrúpulos, a personificação do pior medo dos mortais.
Contudo, esses últimos atributos não se enquadram a mim, Valentine Angelus. Dedico meus dias a caçar os seres iguais a mim e exterminá-los, destruí-los do mesmo modo como destruíram minha vida humana, destroçaram minha família e trouxeram-me para este mundo macabro e insano. Os vampiros me chamam de A Caçadora e minha cabeça vale ouro no mundo negro, todo vampiro ambicioso que busca fazer fama vem a minha procura. Pobres idiotas! Acabam mortos antes mesmo que percebam a tolice que estavam cometendo.
Ha exatos 17 anos venho dedicando minha “vida” a caça desses seres nojentos! Minha missão?! Destruir certo vampiro, aquele que causou toda a minha desgraça, mas infelizmente ainda não consegui identificá-lo. Parece que a maioria dessas criaturas prefere morrer em minhas mãos, a dar alguma pista sobre o maldito. É... Um golpe no meu ego. Não sou a única vampira que consegue amedrontar! Hum... Devo ter faltado em alguma aula de “como ser uma vampira cruel” ou algo do tipo.
Mas nem sempre fui esta guerreira da Lua, na verdade eu costumava ser uma garota pateticamente normal com meus 18 anos, minha pela branca quase transparente, cabelos negros até o meio das costas, olhos castanhos escuros, 1,70 de altura e um corpo nem gordo nem magro que irrita qualquer adolescente com uma sanidade mental razoável. Morava com meus pais, Sophie e Raphael Angelus, em uma casa relativamente bonita toda de madeira, paredes brancas e janelas azuis, um jardim com roseiras e tulipas brancas. O verdadeiro sonho de moradia!
Meu pai, Raphael, era um sujeito simpático. Apesar da baixa estatura, ele possuía aquele ar imponente, como se nada no mundo o metesse medo. Ele possuía olhos castanhos escuros quase negros que combinavam perfeitamente com os seus poucos fios de cabelo. Seu rosto, em alguma época passada, deveria possuir uma beleza clássica, daquelas vistas em estatuas de deuses ou algo parecido, mas varias cicatrizes cobriam sua face, pescoço e braço direito. Mas ainda assim pra mim, ele conseguia ser o homem mais bonito da cidade! Era dono de um bar chamado Low’s, o point da cidade! Todos iam lá aproveitar a noite e muitos viajantes também costumavam passar por lá. Sempre achei estranho e um pouco incomodo o número de forasteiros que existiam por lá, mas toda a vez que perguntava para o papai o porquê ele sempre desconversava e dizia que eu deveria me preocupar com coisas mais importantes, como por exemplo, minhas notas de Álgebra.
Minha mãe não trabalhava fora, ocupava-se apenas em cuidar da casa e de certa forma ficar de olho em mim. Nunca compreendi como uma mulher bonita como a minha mãe acabou casada com o meu pai, um cara baixinho e meio careca, cheio de cicatrizes. Tudo bem que eu disse que ele pra mim era lindo, mas comparado com a minha mãe?! Ela possui os olhos azuis piscina, seu cabelo loiro encaracolado descia pelos ombros até o meio das costas, possuía um corpo extremamente bonito como uma modelo, sua pele era rosada e macia, seu nariz era fino e combinava perfeitamente com suas feições angelicais. Para mim ela era como um anjo descido do céu.
Algumas vezes eu cheguei a cogitar a idéia de ter sido adotada ou algo do tipo, talvez tenha sido largada na porta deles, porque não era possível duas pessoas tão bonitas terem gerado uma filha como eu. Certo, eu não sou tão feia assim, com meu nariz fino e arrebitado, mas para os padrões da minha família, provavelmente eu deveria ter nascido uma supermodelo.
Éramos uma família verdadeiramente feliz, minha mãe costumava fazer biscoitos para nós e nos domingos íamos os três à missa na igreja perto de nossa casa. Eu não tinha do que reclamar, todos da vizinhança possuíam uma convivência bastante amistosa, todos sempre dispostos a ajudar. Eram boas pessoas. Acho que hoje sinto um pouco de pena delas, morreram por um simples capricho de seres hediondos.
Contudo, esses últimos atributos não se enquadram a mim, Valentine Angelus. Dedico meus dias a caçar os seres iguais a mim e exterminá-los, destruí-los do mesmo modo como destruíram minha vida humana, destroçaram minha família e trouxeram-me para este mundo macabro e insano. Os vampiros me chamam de A Caçadora e minha cabeça vale ouro no mundo negro, todo vampiro ambicioso que busca fazer fama vem a minha procura. Pobres idiotas! Acabam mortos antes mesmo que percebam a tolice que estavam cometendo.
Ha exatos 17 anos venho dedicando minha “vida” a caça desses seres nojentos! Minha missão?! Destruir certo vampiro, aquele que causou toda a minha desgraça, mas infelizmente ainda não consegui identificá-lo. Parece que a maioria dessas criaturas prefere morrer em minhas mãos, a dar alguma pista sobre o maldito. É... Um golpe no meu ego. Não sou a única vampira que consegue amedrontar! Hum... Devo ter faltado em alguma aula de “como ser uma vampira cruel” ou algo do tipo.
Mas nem sempre fui esta guerreira da Lua, na verdade eu costumava ser uma garota pateticamente normal com meus 18 anos, minha pela branca quase transparente, cabelos negros até o meio das costas, olhos castanhos escuros, 1,70 de altura e um corpo nem gordo nem magro que irrita qualquer adolescente com uma sanidade mental razoável. Morava com meus pais, Sophie e Raphael Angelus, em uma casa relativamente bonita toda de madeira, paredes brancas e janelas azuis, um jardim com roseiras e tulipas brancas. O verdadeiro sonho de moradia!
Meu pai, Raphael, era um sujeito simpático. Apesar da baixa estatura, ele possuía aquele ar imponente, como se nada no mundo o metesse medo. Ele possuía olhos castanhos escuros quase negros que combinavam perfeitamente com os seus poucos fios de cabelo. Seu rosto, em alguma época passada, deveria possuir uma beleza clássica, daquelas vistas em estatuas de deuses ou algo parecido, mas varias cicatrizes cobriam sua face, pescoço e braço direito. Mas ainda assim pra mim, ele conseguia ser o homem mais bonito da cidade! Era dono de um bar chamado Low’s, o point da cidade! Todos iam lá aproveitar a noite e muitos viajantes também costumavam passar por lá. Sempre achei estranho e um pouco incomodo o número de forasteiros que existiam por lá, mas toda a vez que perguntava para o papai o porquê ele sempre desconversava e dizia que eu deveria me preocupar com coisas mais importantes, como por exemplo, minhas notas de Álgebra.
Minha mãe não trabalhava fora, ocupava-se apenas em cuidar da casa e de certa forma ficar de olho em mim. Nunca compreendi como uma mulher bonita como a minha mãe acabou casada com o meu pai, um cara baixinho e meio careca, cheio de cicatrizes. Tudo bem que eu disse que ele pra mim era lindo, mas comparado com a minha mãe?! Ela possui os olhos azuis piscina, seu cabelo loiro encaracolado descia pelos ombros até o meio das costas, possuía um corpo extremamente bonito como uma modelo, sua pele era rosada e macia, seu nariz era fino e combinava perfeitamente com suas feições angelicais. Para mim ela era como um anjo descido do céu.
Algumas vezes eu cheguei a cogitar a idéia de ter sido adotada ou algo do tipo, talvez tenha sido largada na porta deles, porque não era possível duas pessoas tão bonitas terem gerado uma filha como eu. Certo, eu não sou tão feia assim, com meu nariz fino e arrebitado, mas para os padrões da minha família, provavelmente eu deveria ter nascido uma supermodelo.
Éramos uma família verdadeiramente feliz, minha mãe costumava fazer biscoitos para nós e nos domingos íamos os três à missa na igreja perto de nossa casa. Eu não tinha do que reclamar, todos da vizinhança possuíam uma convivência bastante amistosa, todos sempre dispostos a ajudar. Eram boas pessoas. Acho que hoje sinto um pouco de pena delas, morreram por um simples capricho de seres hediondos.